Peru contabiliza êxitos com tratados de livre comercio

Por Alessandra Nascimento

Com expectativa de crescimento de 3,8% em 2015,segundo o FMI, o Peru tem como grande trunfo aos êxitos econômicos recentes os resultados dos vantajosos acordos internacionais e da sua entrada em 2011 no bloco Aliança do Pacifico. Somada a isso, sua participação no mega-acordo internacional, conhecido como Trans-Pacific Partnership (TPP), junto com participantes de peso como EUA, Canadá e Japão em um grande bloco que, dentre outros pontos, diminui as taxas alfandegárias nas transações comerciais entre os países membros. A nova visão desenvolvimentista adotada por esse país sulamericano e sua nova visão de mercado serão tratados na edição dessa semana da coluna Logística Portuária. Para isso entrevistamos o presidente da Câmara de Comércio Brasil Peru, Cesar Augusto Maia.
Maia acredita que a integração estratégica é essencial no relacionamento bilateral entre os países. No caso da relação com o Brasil, ele aponta as trocas tecnológicas e melhorias nas áreas logística e turística como importantes para o fortalecimento empresarial. Sobre o projeto que está sendo discutido no momento – a linha férrea que cruza Brasil e termina com saída em pleno oceano pacifico através de portos peruanos -,  ele acredita ser essencial para a atividade econômica de ambos países, o que implica no fortalecimento da integração física. “A estrutura ferroviária tem uma capacidade maior de transporte para o escoamento da produção das regiões mais afastadas. Com certeza, se o projeto for levado à frente e concluído, os custos de exportação para a Ásia serão diminuídos e os produtos peruanos com destino à Europa e à África terão este mesmo benefício em portos brasileiros”, assegura.
O presidente da Câmara de Comércio Brasil Peru ressalta a participação estratégica em convênios econômicos celebrados entre Brasil e Peru nos setores da Construção Civil, Navegação, Telecomunicações, Turismo, Ciência e Tecnologia, Transporte, Energia, Alimentos, Mineração e Serviços, que são vistos como estratégicos. “Quando nos aprofundamos nas questões ligadas a esses pontos encontramos diversos acordos através de protocolos de Intenção, memorandos de entendimento, convênios e tratados, que se ramificam e tratam em detalhes de questões de interesse comum”, esclarece. Entre as projeções para 2016 entre ambos países o presidente da câmara avalia que os acordos ratificados para este ano, no âmbito da facilitação comercial, contemplam reduções tarifarias e fim de medidas restritivas ao comércio o que devem favorecer a integração produtiva.

(*)Texto originalmente publicado no site Gente & Mercado em 29 de janeiro de 2016

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