Colômbia cresce impulsionada pelos acordos econômicos

Por Alessandra N. Romano

Com crescimento estimado em mais de 3%, a Colômbia se torna atrativa aos investimentos internacionais em razão da solidez macroeconômica e fiscal. Mesmo com a grave crise econômica que atinge parceiros de peso da região, em especial o Brasil, o país registrou aumento na demanda interna com destaque para o crescimento no setor de serviços – como hotéis, bares e restaurantes em 5,7%, junto com o de reparação de automóveis (5%) e o comercio com quase 4%. Para conversar sobre a Colômbia a coluna Logística Portuária ouviu a especialista em Comercio Exterior Cinthya Forero Navia.
Ela ressalta os impactos positivos da entrada do país na Aliança do Pacifico, bloco regional que inclui ainda Chile, Peru e México. “Colômbia tem metas em comum com os demais países membros. O interessante é que se trata de um processo aberto e flexível de incorporação em sintonia com os interesses de desenvolvimento da Colômbia. Nesta união de ideias, a integração oferece a possibilidade de consolidar uma plataforma produtiva regional em que os aparelhos produtivos dos países se complementem, aproveitando as fortalezas competitivas de cada um”, observa.
Outro ponto que a especialista destaca envolve o fortalecimento dos laços com a Ásia. “Peru, Chile e México avançaram suas relações com os países asiáticos ao mesmo tempo em que participam do mega acordo Trans-Pacific Partnership, (TPP), o que obviamente não se descarta a participação futura da Colômbia”, comenta.
Em relação às projeções para 2016, Cinthya Forero analisa positivamente o país vizinho. “As exportações de petróleo e minério devem superar os US$ 30 bilhões. Contamos com mais de quatro mil empresas exportadoras. Já o turismo deve gerar divisas da ordem de US$ 6 bilhões anuais. Este êxito está baseado em três pilares básicos, como o apoio as empresas para que possam ser competitivas; a potencialização da regionalização e a promoção da exportação”, diz.
Outro ponto que a especialista revela envolve o plano de retomada da administração de mecanismos de promoção ao comercio exterior. “Nesse contexto se incluem as zonas francas e o Plano Vallejo, similar ao drawnback. Outro foco está centrado em impulsionar as exportações de bens agrícolas e agroindustriais. Os ministérios de Comercio e Agricultura colombianos estão à frente coordenando as ações”.
Cinthya Forero Navia analisa a importância do Brasil na economia colombiana a partir dos projetos de integração. “O desenvolvimento de portos e hidrovias na América do Sul são de vital importância para melhorar a competitividade da região – diminuindo os custos de transporte – e promover o desenvolvimento sustentável utilizando meios mais eficientes em termos ambientais”, comenta. Ela ainda explica sobre o acesso nororiental ao rio Amazonas no qual tem como meta a integração do Brasil, Equador, Colômbia e Peru, unindo zonas costeiras e andinas.
“O projeto busca aproveitar as complementaridades das diferentes regiões. As vocações dos corredores bimodais serviriam para colocar em marcha hidrovias e terminais fluviais, tendo como destino comercial a cidade brasileira de Manaus, sem perder a possibilidade de conexão mercados ultramarinos. O grande projeto inclui a construção de um centro logístico de transferência de 150 hectares, melhorias na navegabilidade de 1.200 km de vias fluviais, adequação e construção de 12 cais, com a possibilidade de construção de um porto fluvial”.

originalmente publicado em 

http://www.genteemercado.com.br/colombia-cresce-impulsionada-pelos-acordos-economicos/

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